Ética, acessibilidade e privacidade desde a base
Estes temas não são acabamento nem responsabilidade exclusiva do jurídico. Projetar para pessoas e consequências integra dignidade, inclusão, minimização e governança; o Caderno de impacto transforma princípios em controles testáveis.
Ao terminar, você deverá conseguir
- identificar impacto
- projetar acessibilidade
- aplicar privacidade por design
- criar contestação
Projetar para pessoas: ética, acesso, privacidade e IA
Este capítulo começa com uma ordem de serviço priorizada por inteligência artificial para mostrar que software distribui benefício, capacidade e risco entre pessoas. O leitor aprende ética aplicada, stakeholders, danos, inclusão e vieses antes de avaliar uma decisão. Acessibilidade torna-se requisito verificável por WCAG, HTML semântico e testes humanos; privacidade torna-se ciclo de finalidade, minimização, acesso, retenção e descarte. Dados pessoais, consentimento e base legal são introduzidos com a LGPD e a orientação da ANPD, sem substituir análise jurídica. Supervisão humana efetiva, transparência, contestações, documentação, segurança de agentes e critérios objetivos conectam esses fundamentos ao sistema de manutenção, ao ERP e a recursos de IA.
Auditoria prática: acesso, dados e contestação
Este laboratório audita uma tela sintética de conclusão da OS 742 e produz um pacote de evidências sem dados pessoais reais. O leitor abre uma jornada deliberadamente inacessível, testa teclado e zoom, inventaria campos enviados ao ERP e examina uma recomendação de prioridade feita por IA. Um validador Python detecta botão não semântico, rótulo ausente, feedback inacessível, localização sem finalidade, retenção indefinida e contestação sem autoridade. Depois das correções, o mesmo comando passa; duas mutações reproduzem as falhas. O artefato final documenta limites: o teste estrutural não comprova conformidade WCAG, base legal nem ausência de viés, mas torna controles, pendências, responsáveis e critérios de aceite reproduzíveis.