Dados, representação e codificação
Dados não entram “puros” no sistema: são representados por bytes segundo convenções. Do bit ao significado liga encoding, formatos, precisão, schema e qualidade; o Caderno de representação torna perdas e ambiguidades visíveis.
Ao terminar, você deverá conseguir
- explicar bits bytes texto formatos schemas precisão e qualidade
Do bit ao significado
Este capítulo mostra por que computadores não recebem “dados puros”: recebem bits e bytes cujo significado depende de acordos. Um cadastro de ordem de serviço conduz a explicação de Unicode, UTF-8, tipos, JSON, CSV, serialização, schema, precisão decimal, datas, valores ausentes, qualidade e proveniência. O leitor executa um exemplo Python que preserva dinheiro e distingue campo ausente de nulo, acompanha a evolução segura de um contrato e aprende a diagnosticar texto corrompido, arredondamento e incompatibilidade entre versões. Segurança, privacidade e integridade aparecem como propriedades de todo o caminho, da coleta à restauração, e não como acabamento aplicado ao arquivo final.
Caderno operacional — bytes, contratos e perdas
Este laboratório faz o leitor observar texto como bytes, executar um round trip JSON, validar um contrato mínimo e detectar adulteração por checksum. Uma ordem de manutenção sintética passa por UTF-8, serialização, validação e restauração; casos inválidos expõem campo ausente, tipo incorreto, custo negativo e versão incompatível. O roteiro também demonstra por que neutralizar fórmulas em CSV e como registrar uma evolução de schema sem quebrar consumidores. Cada resultado é guardado em um relatório reproduzível, com comandos e decisões, para provar não apenas que o arquivo abre, mas que significado, precisão, integridade e política de segurança foram preservados.