Ao terminar, você deverá conseguir

  • distinguir as camadas acumuladas do desenvolvimento com IA
  • iniciar um projeto com documentos mínimos e evidências
  • escolher um fluxo S0 a S3
  • operar o kit comum sem transformar AGENTS.md em enciclopédia
01

Do prompt à Era Maestro — camadas que se acumulam

A evolução do desenvolvimento com IA não é uma fila de modas em que agentes eliminam prompts. Cada etapa acrescenta uma capacidade e uma responsabilidade: contexto, recuperação, ferramentas, procedimentos reutilizáveis, ciclos de ação, protocolos, controles, avaliações e observabilidade. O capítulo separa modelo, produto, workflow, agente, skill, MCP, harness e eval; mostra quando uma camada simples basta e quando autonomia pode ser justificada. A metáfora da Era Maestro descreve o papel humano de projetar objetivos, autoridade, evidência e feedback, sem fingir que programação, prompts ou revisão deixaram de importar.

02

Seu primeiro projeto — da ideia à primeira fatia verificável

Um primeiro projeto bem escolhido não tenta construir uma plataforma inteira nem pressupõe que o leitor já conheça agentes e frameworks. Ele transforma uma dor concreta em uma fatia vertical pequena, define quem a usa, qual resultado é observável, quais riscos importam e como provar o funcionamento antes de ampliar o escopo. Um caso de manutenção acompanha problema, jornada, critério, protótipo e implementação. Ao final, o leitor consegue preparar uma entrega ponta a ponta, escolher tecnologia a partir de restrições e distinguir uma demonstração promissora de evidência suficiente.

03

Agentic Quality Loop — construir, provar, julgar e aprender

O Agentic Quality Loop separa especificação, preparação da avaliação, construção e julgamento sem transformar toda tarefa em uma fábrica multiagente. O fluxo cresce de S0 a S3 conforme complexidade e risco, prepara a prova antes da implementação, prefere checks determinísticos e reserva julgamento para critérios subjetivos. O capítulo preserva PASS, FAIL, UNVERIFIED e BLOCKED; limita rodadas, orçamento e autoridade; e transforma falhas relevantes em regressões permanentes. O objetivo é produzir confiança proporcional ao risco, não aumentar a quantidade de agentes ou continuar até que o crédito termine.

04

Kit operacional — contexto vivo sem superprompt

O kit comum divide conhecimento por responsabilidade para que pessoas e agentes encontrem a decisão autorizada sem carregar todo o repositório. AGENTS.md aponta caminhos; produto, arquitetura, dados, segurança, testes, avaliações, release, operação e handoff possuem fontes de verdade próprias. O capítulo ensina a auditar antes de instalar, preencher somente o necessário, classificar conhecimento, validar o manifesto e produzir handoffs com estado vivo. Também mostra quando uma descoberta deve virar ADR, skill, teste ou documentação e como evitar arquivos gigantes, duplicação e memória desgovernada.

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